Feminicídio Grande São Paulo: 2 mulheres são mortas em 24h
Casos ocorridos nesta segunda-feira (23) na capital e em Itapecerica da Serra acendem alerta sobre escalada da violência contra a mulher no estado.
Duas mulheres foram vítimas de feminicídio Grande São Paulo em menos de 24 horas, nesta segunda-feira (23), com um caso registrado na capital e outro em Itapecerica da Serra, acendendo alerta para a violência. As ocorrências somam-se a uma tentativa de feminicídio na Zona Leste, evidenciando a persistência da violência contra a mulher na região. Os suspeitos foram presos em flagrante pelas autoridades.
A escalada desses crimes tem preocupado autoridades e a sociedade civil. O Brasil atingiu um marco sombrio em 2025, com 1.518 vítimas de feminicídio em todo o país, um recorde histórico. Este número representa uma média de quatro mortes diárias e um aumento de 4,1% em relação a 2024, quando 1.458 mulheres foram mortas. O estado de São Paulo, em particular, também registrou um aumento preocupante, alcançando 270 casos em 2025, o maior desde o início da série histórica em 2018.
Dois Casos de Feminicídio na Grande São Paulo
Na zona norte da capital paulista, policiais militares foram acionados para uma ocorrência em um hospital. Uma mulher de 22 anos já havia chegado ao local sem vida, apresentando diversos machucados e hematomas pelo corpo. Um homem de 36 anos, que levou a jovem ao hospital, foi imediatamente preso sob a acusação de feminicídio Grande São Paulo.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que o suspeito foi detido no próprio hospital e encaminhado ao 73º Distrito Policial, localizado no Jaçanã. Sua prisão foi convertida em preventiva, e ele permanece à disposição da Justiça para as devidas investigações. Durante a perícia, foram encontrados no carro do indiciado um galão de gasolina e vestígios de sangue, elementos cruciais para a apuração do crime. O celular e o veículo do homem também foram apreendidos para análises mais aprofundadas. Exames foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para a vítima e o detido.
Em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, outro caso de feminicídio Grande São Paulo chocou a comunidade. Guardas civis municipais foram acionados na tarde de segunda-feira para atender a uma ocorrência de violência doméstica. No local, encontraram uma mulher de 20 anos morta dentro de sua residência. O crime, segundo informações preliminares, teria acontecido após uma discussão.
Um homem de 25 anos foi localizado e confessou o crime, sendo preso em flagrante por feminicídio. Assim como no caso da capital, ele também foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça. A perícia técnica e o IML foram acionados para realizar os procedimentos necessários e o caso foi registrado na Delegacia de Itapecerica da Serra, que dará prosseguimento às investigações.
Tentativa de Feminicídio e o Cenário de Violência
Além dos dois feminicídios, uma tentativa de feminicídio foi registrada na zona leste da capital paulista na mesma noite de segunda-feira. Uma jovem de 18 anos foi esfaqueada por um homem de 37 anos no meio da rua. A vítima foi rapidamente socorrida e levada ao Hospital Geral de Guaianases.
Policiais militares agiram prontamente e prenderam o agressor em flagrante. A faca utilizada no ataque foi apreendida como prova do crime. O suspeito foi encaminhado à delegacia, especificamente à 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em São Mateus, e também permanece à disposição da Justiça.
O contexto desses crimes na Grande São Paulo reflete um cenário nacional alarmante. Em 2025, o Brasil alcançou o maior número de vítimas de feminicídio desde que a série histórica começou a ser compilada em 2018. Os dados, disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram que o estado de São Paulo segue a tendência de alta, com 270 registros no mesmo ano, um aumento de 6,7% em comparação com os 253 casos de 2024.
Especialistas em segurança pública e direitos da mulher têm analisado esse grave cenário. A inclusão do Ligue 180 no Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, por meio de um decreto recente, reforça a importância dos canais de denúncia e da articulação de políticas públicas para combater essa violência. A prevenção, a denúncia e a punição efetiva dos agressores são pilares fundamentais para tentar reverter esses números.
Perguntas Frequentes
O que é feminicídio?
Feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido pela condição de ser mulher. Isso inclui crimes motivados por ódio, desprezo ou discriminação de gênero, frequentemente envolvendo violência doméstica e familiar.
Como posso denunciar um caso de violência contra a mulher?
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial. Também é possível procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou a Polícia Militar (190).
Quais são as punições para o crime de feminicídio no Brasil?
O feminicídio é considerado um crime hediondo no Brasil, com pena de reclusão de 12 a 30 anos. A pena pode ser aumentada em um terço até a metade se o crime for cometido, entre outras situações, durante a gestação ou nos 3 meses posteriores ao parto, contra pessoa menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com deficiência, ou na presença de descendente ou ascendente da vítima.


