São Paulo registra 1º caso de sarampo em 2026 após viagem internacional
Criança de seis meses não vacinada contraiu a doença após viagem à Bolívia; Secretaria da Saúde reforça importância da imunização para evitar contágio.
São Paulo confirmou o primeiro caso de sarampo de 2026 em uma bebê de seis meses, que não foi vacinada e viajou para a Bolívia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde paulista. O registro da doença foi feito em fevereiro, após a confirmação por exames laboratoriais. O diagnóstico acende um alerta para a importância da vacinação, especialmente diante do aumento global de casos.
A criança, uma menina, não havia recebido nenhuma dose da vacina contra o sarampo. A viagem internacional da família para a Bolívia, realizada em janeiro deste ano, é apontada como a provável origem da infecção. A doença é altamente contagiosa e pode ter complicações graves, como pneumonia, encefalite e até a morte, principalmente em crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas.
Primeiro Caso de Sarampo em São Paulo em 2026
O caso de sarampo em São Paulo, o primeiro de 2026, reforça a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada em todo o estado. Em 2025, São Paulo já havia registrado dois casos importados da doença, indicando a persistência do risco de reintrodução do vírus em áreas com baixa imunização. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo tem monitorado de perto a situação epidemiológica e intensificado as campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação.
A detecção precoce e a confirmação laboratorial do caso foram cruciais para que as autoridades de saúde pudessem iniciar as ações de bloqueio e monitoramento dos contatos da bebê. Essas medidas são fundamentais para conter a disseminação do vírus e evitar novos surtos. A vigilância epidemiológica contínua é uma ferramenta essencial para a saúde pública, permitindo respostas rápidas a ameaças como o sarampo.
Alerta da OMS e Cenário Global do Sarampo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta global em fevereiro deste ano sobre o aumento preocupante de casos de sarampo. Segundo a entidade, houve um crescimento de 32 vezes nos contágios da doença nas Américas entre 2024 e 2025. Esse aumento é atribuído a diversos fatores, incluindo a queda nas coberturas vacinais durante a pandemia de Covid-19 e a disseminação de desinformação sobre a segurança e eficácia das vacinas.
O sarampo, que já foi considerado eliminado em algumas regiões, tem ressurgido em diversos países, colocando em risco populações vulneráveis. A OMS enfatiza que a vacinação é a estratégia mais eficaz para prevenir a doença e suas complicações. A situação é tão séria que, em alguns locais, como instalações do ICE no Texas, casos de sarampo levaram a medidas de quarentena, evidenciando o alto poder de transmissão do vírus.
A reintrodução do sarampo em áreas que haviam alcançado a eliminação representa um retrocesso significativo nos esforços de saúde pública global. A doença é um indicador da fragilidade dos sistemas de saúde e da importância de programas de imunização robustos e acessíveis. A comunidade internacional e os governos locais são chamados a redobrar os esforços para garantir que as populações estejam protegidas.
A Importância da Vacinação e o Calendário Nacional
O governo do estado de São Paulo reforça que a melhor maneira de evitar ser contagiado pela doença é através da vacinação. A vacina contra o sarampo, que faz parte da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), está integrada ao Calendário Nacional de Vacinação e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O esquema vacinal recomendado para crianças prevê a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda dose, conhecida como dose de reforço, aos 15 meses. Para adolescentes e adultos, a recomendação varia:
* Pessoas entre 5 e 29 anos: Devem ter duas doses da vacina, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Aqueles que já tomaram uma dose na infância ou adolescência precisam de apenas mais uma.
* Pessoas entre 30 e 59 anos: Devem tomar uma dose da vacina, caso não tenham sido vacinadas anteriormente ou não possuam comprovante de vacinação.
É fundamental que toda a população verifique sua situação vacinal e procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para se imunizar, caso necessário. A vacinação não protege apenas o indivíduo, mas também contribui para a imunidade coletiva, protegendo aqueles que não podem ser vacinados, como bebês muito pequenos e pessoas com certas condições médicas. A Secretaria da Saúde de São Paulo frequentemente organiza mutirões de vacinação, como o “Dia D”, para facilitar o acesso da população às doses necessárias.
A manutenção de altas coberturas vacinais é a única forma de evitar surtos da doença e proteger a saúde pública. A mobilização de pais, responsáveis e adultos para a vacinação é um ato de responsabilidade social e individual, garantindo um futuro mais seguro e saudável para todos.
Perguntas Frequentes
1. Quais são os sintomas do sarampo?
Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, manchas brancas na boca (Manchas de Koplik) e erupções cutâneas avermelhadas que se espalham pelo corpo.
2. Quem deve se vacinar contra o sarampo?
Crianças a partir dos 12 meses de idade, adolescentes e adultos até 59 anos, seguindo o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde. Duas doses são geralmente indicadas para crianças e jovens, e uma para adultos entre 30 e 59 anos.
3. Onde posso me vacinar contra o sarampo em São Paulo?
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado de São Paulo, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.



