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Policia

Homem é preso em Serrinha e enfrenta Justiça por violar protetiva.

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 20/07/2026 às 22:36
Divulgação/ Ascom PCBA
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 20 de julho de 2026, às 22:36

A Polícia Civil da Bahia prendeu um homem de 29 anos nesta segunda-feira (20), em Serrinha. Ele é investigado por descumprir uma medida protetiva de urgência, invadir a residência da vítima e ameaçá-la de morte com uma arma branca, em maio.

A ação policial, que resultou na prisão do indivíduo de 29 anos, ocorreu após a expedição de um mandado de prisão preventiva. As investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia apontam que, em maio deste ano, o suspeito teria violado a medida protetiva de urgência anteriormente imposta. Ele teria invadido a residência da vítima, sua sobrinha, e proferido ameaças de morte com o uso de uma arma branca. Esse ato configura um agravamento da situação e um claro desafio às determinações judiciais.

Este não é o primeiro registro de violência envolvendo o homem e a mulher, de 41 anos. De acordo com os autos policiais, em fevereiro do ano passado, o investigado já havia sido detido pelos crimes de lesão corporal e ameaça. Tais delitos são frequentemente associados a padrões de violência doméstica e familiar, sendo tipificados e punidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. A lesão corporal, prevista no Código Penal, refere-se a qualquer ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. Já a ameaça consiste em prometer mal injusto e grave, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico.

A Importância da Medida Protetiva de Urgência

Após a primeira detenção por lesão corporal e ameaça, e subsequente intimidação no mês seguinte, a vítima solicitou a medida protetiva de urgência. Este instrumento legal é um dos pilares da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), criada para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Seu principal objetivo é salvaguardar a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial e moral da vítima.

As medidas protetivas podem incluir diversas determinações judiciais:
– Afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima.
– Proibição de aproximação da vítima, de seus familiares e das testemunhas.
– Restrição de contato com a vítima por qualquer meio de comunicação.
– Suspensão da posse ou restrição do porte de armas.
– Fixação de prestação de alimentos provisionais ou provisórios.

O descumprimento de qualquer uma dessas medidas é um crime autônomo, conforme o Artigo 24-A da Lei Maria da Penha, com pena de detenção de três meses a dois anos. Essa tipificação penal reforça a seriedade com que o Judiciário e as forças de segurança tratam a proteção das vítimas.

O Papel da Polícia e a Atuação Especializada

As diligências para localizar o suspeito foram intensificadas pelas equipes do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) de Serrinha, em conjunto com o Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI) do Sisal. O NEAM é uma unidade especializada da Polícia Civil, dedicada ao acolhimento e investigação de crimes envolvendo mulheres, buscando um atendimento humanizado e eficaz. O GATTI, por sua vez, oferece suporte técnico e tático às investigações, contribuindo para a elucidação de casos complexos e a captura de foragidos.

A atuação conjunta desses órgãos foi fundamental para o cumprimento do mandado judicial. A integração entre unidades especializadas e grupos de apoio demonstra o compromisso das autoridades em dar celeridade e efetividade às ações de combate à violência de gênero.

Procedimentos Legais e Custódia

Após ser localizado, o homem se apresentou na unidade policial acompanhado de sua advogada, onde foram realizados os procedimentos legais padrão. Entre eles, a expedição de guias para exame de lesão corporal – um procedimento crucial para documentar possíveis agressões físicas e servir como prova no processo judicial. Além disso, a prisão foi imediatamente comunicada ao Poder Judiciário, que acompanhará o caso e determinará os próximos passos.

A comunicação ao Judiciário garante que o processo legal siga seu curso, com a devida análise das circunstâncias do crime, a manutenção ou revogação da prisão preventiva e a posterior instauração de ação penal. O investigado permanece sob custódia, à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo, que pode incluir audiência de custódia e, posteriormente, o julgamento.

Combate à Violência Doméstica: Um Desafio Contínuo

A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, representou um marco histórico na legislação brasileira. Antes dela, casos de violência doméstica eram frequentemente tratados como crimes de menor potencial ofensivo, com pouca ou nenhuma efetividade na proteção das vítimas. A lei trouxe um novo arcabouço legal, criando mecanismos para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher.

Apesar dos avanços, o combate à violência doméstica continua sendo um desafio social complexo. A conscientização da população sobre a gravidade desses crimes, o incentivo à denúncia e a garantia de que as medidas protetivas sejam rigorosamente cumpridas são essenciais. A sociedade e as instituições devem atuar de forma coordenada para oferecer suporte às vítimas e responsabilizar os agressores, promovendo um ambiente mais seguro e justo para as mulheres. A prisão em Serrinha é um exemplo da atuação das forças de segurança para garantir a aplicação da lei e a proteção das mulheres que sofrem com a violência, reforçando a mensagem de que o descumprimento de decisões judiciais, como as medidas protetivas, acarreta sérias consequências legais e não será tolerado. É um lembrete contínuo da importância de denunciar e da eficácia das ferramentas legais disponíveis para proteger as vítimas.

Perguntas Frequentes

O que é uma medida protetiva de urgência?

É uma determinação judicial que visa proteger mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. As medidas podem incluir o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato ou aproximação da vítima e de seus familiares, entre outras salvaguardas previstas na Lei Maria da Penha.

Quais são as consequências de descumprir uma medida protetiva?

O descumprimento de uma medida protetiva de urgência é considerado um crime autônomo, com pena de detenção de três meses a dois anos, conforme o Artigo 24-A da Lei Maria da Penha. Além da prisão, o agressor pode enfrentar outras sanções legais.

Como denunciar um caso de violência doméstica?

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher), que funciona 24 horas por dia, de forma anônima. Também é possível procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou qualquer outra delegacia de polícia.

Onde buscar ajuda em casos de violência doméstica em Serrinha?

Em Serrinha, as vítimas podem procurar o Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) da Polícia Civil, além de outras unidades policiais. É fundamental buscar apoio das redes de proteção e assistência social do município.


20 de julho de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Divulgação/ Ascom PCBA|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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