A seleção feminina de vôlei do Brasil assegurou sua presença na fase final da Liga das Nações (VNL) nesta sexta-feira, 10 de julho. A equipe superou a Polônia por 3 sets a 1, em Osaka, Japão, com destaque para a ponteira Ana Cristina, maior pontuadora da partida. O resultado confirma a classificação antecipada para a etapa decisiva do torneio.
O placar do confronto registrou parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, refletindo um embate de alta intensidade. Este triunfo marca a nona vitória das brasileiras na competição e a segunda consecutiva na última semana da fase preliminar. O único revés até o momento foi diante da Alemanha, no encerramento da segunda semana de jogos.
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A Jornada da Seleção na VNL
A Liga das Nações é um dos principais torneios anuais do calendário internacional de vôlei. Reúne as 18 melhores seleções do mundo em uma fase preliminar que se estende por três semanas, com diferentes cidades-sede. Cada uma dessas semanas conta com seis equipes disputando uma série de jogos.
O formato da competição visa promover o intercâmbio entre as potências do vôlei e serve como importante preparação. Além disso, os pontos conquistados na VNL são cruciais para o ranking mundial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Esse ranking tem peso significativo na classificação para os Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais.
Apenas as sete melhores seleções da fase preliminar avançam para a fase final eliminatória. A oitava vaga é automaticamente garantida à China, por ser o país sede do mata-mata, que terá início em 22 de julho. O Brasil, com a recente vitória, se consolida entre os líderes e mantém vivo o sonho do título.
Destaques Individuais e a Força do Coletivo
Em quadra, a ponteira Ana Cristina, de 22 anos, brilhou intensamente. A atleta carioca foi o grande nome da partida, anotando expressivos 26 pontos. Desse total, 23 foram de ataque e três de bloqueio, demonstrando sua versatilidade e poder ofensivo. Sua atuação foi fundamental para desequilibrar a partida a favor do Brasil.
Após a vitória, Ana Cristina ressaltou a importância da concentração. “Depois de um jogo muito difícil contra o Japão, tivemos que entrar muito focadas na partida de hoje”, analisou a jogadora. Ela destacou a resiliência do grupo: “Acredito que fizemos um primeiro set favorável. Enfrentamos algumas dificuldades, mas no final buscamos cada ponto, mesmo quando estávamos atrás no placar e tivemos oportunidade de passar na frente. O que fez a diferença hoje foi a força do grupo.”
O jogo começou com o Brasil à frente, conquistando o primeiro set. No entanto, a Polônia reagiu, empatando na parcial seguinte. O terceiro set foi marcado por uma alternância constante na liderança. A definição veio após um ace crucial da central Júlia Kudiess, que igualou o placar em 22 a 22. Em seguida, o Brasil virou com um erro polonês e um bloqueio preciso de Diana.
A quarta parcial seguiu o roteiro de equilíbrio, com as equipes trocando pontos até o fim. Uma defesa espetacular de Natinha e uma rápida jogada de ataque de Rosamaria selaram a vitória brasileira por 28 a 26 no set e 3 sets a 1 no jogo.
A central Júlia Kudiess, que marcou 12 pontos, também celebrou a performance. “Acho que conseguimos manter a cabeça no lugar em toda a partida”, comentou. Ela reconheceu os desafios: “Erramos algumas coisas, como a marcação do bloqueio, mas foi um bom jogo coletivo. Eu acho que cada vez mais estamos conseguindo sair de situações difíceis, onde precisamos buscar o placar e, por isso, estou muito feliz.”
Próximos Desafios e o Caminho até a Final
Mesmo com a classificação garantida, a Amarelinha ainda tem compromissos importantes na fase preliminar. Os dois últimos jogos deste fim de semana servirão para manter o ritmo e buscar a melhor colocação possível no ranking. Uma posição superior pode significar um confronto teoricamente mais “fácil” na primeira fase do mata-mata.
Confira os próximos jogos da seleção brasileira (horário de Brasília):
– Sábado, 11 de julho, às 3h30: Brasil enfrenta a Tailândia.
– Domingo, 12 de julho, à 0h: Brasil encara os Estados Unidos.
A Liga das Nações é um torneio relativamente novo, criado em 2018 para substituir o tradicional Grand Prix. Sua proposta é modernizar o vôlei internacional, oferecendo mais visibilidade e uma estrutura de competição mais dinâmica. O Brasil, com uma rica história no vôlei feminino, busca adicionar o inédito título da VNL à sua galeria de troféus, que já inclui múltiplas medalhas olímpicas e mundiais.
A fase final, que se inicia em 22 de julho, promete confrontos emocionantes. As seleções classificadas se enfrentarão em um formato de eliminação direta, onde cada partida é crucial. A resiliência e a força do grupo, como destacou Ana Cristina, serão testadas ao máximo na busca pelo tão almejado troféu.
Perguntas Frequentes
O que é a Liga das Nações de Vôlei (VNL)?
A Liga das Nações de Vôlei (VNL) é um torneio internacional anual de vôlei, organizado pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol). Criada em 2018 para substituir o Grand Prix, ela reúne as melhores seleções do mundo em uma fase preliminar e, posteriormente, uma fase final eliminatória, o mata-mata.
Quando e onde será a fase final da Liga das Nações feminina de 2026?
A fase final eliminatória da Liga das Nações feminina de 2026 começará em 22 de julho. A China será o país-sede, garantindo sua vaga automaticamente como anfitriã, independentemente de sua colocação na fase preliminar.
Quem foi a maior pontuadora do jogo entre Brasil e Polônia?
A ponteira brasileira Ana Cristina foi a maior pontuadora da partida entre Brasil e Polônia, registrando 26 pontos. Desse total, 23 foram de ataque e três de bloqueio, desempenho fundamental para a vitória brasileira.
Qual é o histórico do Brasil na Liga das Nações de Vôlei feminino?
O Brasil tem um histórico consistente na Liga das Nações, frequentemente chegando às fases finais. A seleção feminina é uma das potências do vôlei mundial, com diversas conquistas em Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais, e busca agora seu primeiro título da VNL.
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