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Dólar cai para R$ 5,24 e bolsa recua 0,61% com mercado em correção

Tensão geopolítica no Oriente Médio e dados de desaceleração da economia dos Estados Unidos movimentam o cenário financeiro global.

O mercado financeiro brasileiro registrou nova volatilidade nesta sexta-feira (6), com o dólar comercial caindo para R$ 5,24, enquanto a bolsa de valores recuou. O cenário foi impulsionado por tensões no Oriente Médio e dados econômicos dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,244, com uma queda de R$ 0,043, equivalente a -0,81%. Durante o pregão, a cotação do dólar oscilou consideravelmente, chegando a ultrapassar os R$ 5,31 por volta das 11h. No entanto, o movimento se inverteu à medida que investidores aproveitaram os preços mais altos para vender a moeda, e a divulgação de dados que indicam desaceleração da economia estadunidense também contribuiu para a queda.

Apesar da redução pontual na sexta-feira, o dólar acumulou uma alta de 2,08% na primeira semana de março. No acumulado de 2024, a divisa registra uma queda de 4,51%, refletindo um cenário de ajustes e incertezas globais. A dinâmica do mercado de câmbio permanece sensível a fatores externos e internos, exigindo atenção constante dos participantes.

Desempenho da Bolsa Brasileira e o Recuo do Ibovespa

O mercado de ações, por sua vez, não teve o mesmo alívio observado no câmbio. O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira (B3), fechou o dia aos 179.365 pontos, com um recuo de 0,61%. Este desempenho negativo marcou a segunda queda consecutiva do índice.

A semana foi particularmente desafiadora para o Ibovespa, que acumulou uma desvalorização de 4,99%. Este foi o pior desempenho semanal desde junho de 2022, período que se seguiu ao início da guerra entre Rússia e Ucrânia, evidenciando a sensibilidade do mercado a conflitos geopolíticos e crises internacionais. A incerteza quanto aos rumos da economia global e as tensões no Oriente Médio contribuíram significativamente para essa retração.

Em meio ao cenário de quedas, as ações da Petrobras se destacaram positivamente. A estatal registrou fortes altas nesta sexta-feira, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado internacional e pelo anúncio de um aumento de quase 200% no lucro da empresa no ano passado. Os papéis ordinários (PETR3) subiram 4,12%, fechando a R$ 45,78, enquanto as ações preferenciais (PETR4) valorizaram-se 3,49%, atingindo R$ 42,11. O desempenho da Petrobras reflete a forte ligação entre o mercado de energia e os resultados de grandes companhias do setor.

Cotação do Petróleo Dispara com Tensão Geopolítica

O preço do petróleo continua a ser um dos principais termômetros da instabilidade global. Com o agravamento do conflito no Oriente Médio e o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz – por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial –, a cotação do barril não para de subir.

Nesta sexta-feira, o barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 8,52%, encerrando o dia a US$ 92,69. Desde o início do conflito, o petróleo já acumula uma alta de quase 30%. O barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, teve um salto ainda mais expressivo, subindo 12,2% em apenas um dia e fechando a US$ 90,90. Essa escalada nos preços do petróleo tem implicações diretas para a inflação global e para os custos de produção em diversas indústrias, além de beneficiar empresas do setor de energia, como a Petrobras.

Impacto dos Dados Econômicos dos EUA no Mercado Global

Além das tensões geopolíticas, dados econômicos dos Estados Unidos também exerceram forte influência sobre o mercado financeiro. O fechamento de 92 mil postos de trabalho no país em fevereiro surpreendeu os analistas e investidores. Embora o resultado tenha sido parcialmente afetado por fortes nevascas registradas no mês e por uma greve de enfermeiros, o número ficou aquém das expectativas.

Este desempenho negativo no mercado de trabalho estadunidense, no entanto, teve um efeito particular. Fez com que investidores retirassem dinheiro dos títulos do Tesouro dos EUA, considerados ativos mais seguros, e buscassem outras opções, o que, por sua vez, contribuiu para a queda do dólar em diversos países. A interconexão dos mercados globais significa que indicadores de uma economia chave, como a dos Estados Unidos, podem reverberar em moedas e bolsas de valores ao redor do mundo. A Agência Brasil, com informações da Reuters, acompanhou de perto esses movimentos.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar caiu na sexta-feira (6)?

A queda do dólar foi influenciada por dois fatores principais: investidores aproveitaram os preços mais altos da manhã para vender a moeda e dados de desaceleração da economia dos Estados Unidos foram divulgados.

Qual foi o desempenho da bolsa de valores na semana?

O índice Ibovespa, da B3, registrou um recuo de 4,99% na semana, marcando seu pior desempenho semanal desde junho de 2022.

Como o conflito no Oriente Médio afeta o preço do petróleo?

O agravamento do conflito aumenta a preocupação com o fornecimento global de petróleo, especialmente devido ao risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, o que impulsiona a alta nos preços do barril.


7 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Reuters|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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