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IBGE revela crescimento de 2,3% no PIB do Brasil em 2025

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) detalha desempenho dos setores e impacto da política monetária.

A economia brasileira registrou crescimento de 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta terça-feira (3). No quarto trimestre de 2025, a atividade econômica avançou 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

Desempenho do PIB do Brasil em 2025

O PIB do Brasil em 2025 alcançou o valor de R$ 12,7 trilhões. O resultado reflete uma melhora contínua, mesmo diante de desafios macroeconômicos. O PIB per capita, que divide o valor total pela população, chegou a R$ 59.687. Este montante representa um crescimento real de 1,9% em relação a 2024, já descontada a inflação.

A trajetória de crescimento nos últimos anos demonstra a resiliência da economia nacional. Após uma alta de 4,8% em 2021, o país registrou 3% em 2022, 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024. A expansão de 2,3% em 2025 confirma a sequência positiva.

Setores-chave impulsionam economia

A análise do PIB pela ótica da produção revela que todas as atividades econômicas contribuíram para o crescimento. O destaque principal foi a agropecuária, que apresentou uma impressionante expansão de 11,7%. Este desempenho é atribuído, em grande parte, ao aumento da produção e aos ganhos de produtividade em culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025.

O setor de serviços, o maior componente da economia, cresceu 1,8%. Dentro dos serviços, atividades como informação e comunicação (6,5%), financeiras e de seguros (2,9%), e transporte, armazenagem e correio (2,1%) mostraram aquecimento. O comércio também registrou alta de 1,1%.

A indústria, por sua vez, cresceu 1,4%, impulsionada principalmente pela extração de petróleo e gás, que contribuiu para uma alta de 8,6% nas indústrias extrativas. A construção civil manteve-se estável, com uma variação positiva de 0,5%. O peso da agropecuária no crescimento total do PIB em 2025 foi significativo, correspondendo a 32,8%. Juntos, agropecuária, indústria extrativa, outras atividades de serviço e informação e comunicação somaram 72% da expansão econômica.

Consumo e investimento em destaque

Pelo lado do consumo, o segmento das famílias cresceu 1,3% em 2025. Este avanço foi impulsionado pela melhora no mercado de trabalho, maior acesso ao crédito e o impacto dos programas governamentais de transferência de renda. Contudo, o ritmo de crescimento desacelerou em comparação com 2024, quando o consumo das famílias havia avançado 5,1%.

O IBGE aponta que a política monetária contracionista, caracterizada por um patamar elevado de juros, foi um fator para essa desaceleração. O consumo do governo, por outro lado, cresceu 2,1% no mesmo período.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, expandiu 2,9% em 2025. Este resultado foi impulsionado pelo aumento da importação de bens de capital, como máquinas e equipamentos, pelo desenvolvimento de software e pela alta na indústria da construção. A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, uma leve queda em relação aos 16,9% registrados em 2024. Já a taxa de poupança aumentou, passando de 14,1% em 2024 para 14,4% em 2025.

No quarto trimestre de 2025, a variação de 0,1% em relação ao trimestre anterior mostrou que, na ótica do consumo, serviços e agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. A indústria, porém, recuou 0,7%. Em termos de despesa, o consumo do governo cresceu 1%, enquanto o das famílias permaneceu estável (0%). A Formação Bruta de Capital Fixo registrou queda de 3,5%. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, explicou que “o PIB ficou estável em relação ao terceiro trimestre, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”.

Impacto da política monetária no crescimento

A política de “aperto monetário” que contribuiu para a desaceleração do PIB em 2025 refere-se à elevação da taxa básica de juros, a Selic. Em setembro de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), preocupado com a trajetória da inflação, iniciou um ciclo de alta da Selic, que estava em 10,5% ao ano. A taxa foi elevada progressivamente até atingir 15% em junho de 2025, patamar que se manteve.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. No entanto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação, permaneceu fora do intervalo de tolerância por 13 meses, abrangendo praticamente todo o ano de 2025.

A Selic é um instrumento fundamental que influencia todas as demais taxas de juros do país. Quando elevada, ela atua de forma restritiva na economia, encarecendo as operações de crédito e desestimulando tanto investimentos quanto o consumo. O objetivo é reduzir a procura por produtos e serviços, ajudando a controlar a inflação. Contudo, um efeito colateral esperado é a desaceleração da atividade econômica, o que foi observado no comportamento do PIB em 2025, especialmente no consumo das famílias.

Perguntas Frequentes

Qual foi o crescimento do PIB brasileiro em 2025?

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% no ano de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE.

Quais setores mais contribuíram para o PIB em 2025?

A agropecuária foi o setor de maior destaque, com expansão de 11,7%, seguida por serviços (1,8%) e indústria (1,4%).

Como a política de juros afetou a economia em 2025?

A elevação da taxa Selic, que atingiu 15% em 2025, encareceu o crédito e desestimulou o consumo e investimentos, contribuindo para uma desaceleração, especialmente no consumo das famílias.


3 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Samuel Costa Melo / Unsplash|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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