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Bahia

Programa Água Doce amplia acesso à água e empodera comunidades

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 29/05/2026 às 02:36
Ascom/Sema
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 29 de maio de 2026, às 02:36

Representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e comunidades rurais da Bahia participam, a partir desta quarta-feira (27), em Natal (RN), do X Encontro Nacional de Formação do Programa Água Doce (PAD), focando na capacitação e fortalecimento da gestão de sistemas de dessalinização. O evento, que se estende até a próxima sexta-feira (29), ocorre no Auditório do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A delegação baiana inclui integrantes do Núcleo Estadual de Gestão do Programa Água Doce na Bahia (PAD-Bahia), além de moradores das comunidades de Limeira, em Santaluz, e Mandassaia II, em Riachão do Jacuípe. Essas localidades foram beneficiadas diretamente pelo programa, que busca garantir acesso à água de qualidade em regiões com escassez hídrica.

Encontro Nacional fortalece gestão de sistemas de água no semiárido

O Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), é uma iniciativa estratégica para o semiárido brasileiro. Seu principal objetivo é ampliar o acesso à água de qualidade para consumo humano em comunidades rurais, por meio do aproveitamento sustentável das águas subterrâneas. Em muitas dessas regiões, a água disponível apresenta elevados índices de salinidade, tornando a dessalinização uma solução essencial.

O encontro nacional em Natal representa uma oportunidade crucial para o fortalecimento da integração institucional e a capacitação continuada dos envolvidos na gestão desses sistemas. João Paulo Ribeiro, especialista da Diretoria de Políticas e Planejamento Ambiental (DIPPA) da Sema e coordenador do PAD-Bahia, enfatizou a importância do evento. “O Programa Água Doce trabalha com uma metodologia que associa acesso à água, participação comunitária e sustentabilidade ambiental”, afirmou Ribeiro. Segundo ele, a formação continuada das equipes e das comunidades é fundamental para fortalecer a gestão compartilhada dos sistemas e garantir a continuidade do atendimento às populações do semiárido.

A programação do evento inclui debates técnicos, atividades formativas e um intercâmbio valioso de experiências entre diversos participantes. Estão presentes representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, organizações da sociedade civil, empresas do setor de dessalinização e, crucialmente, lideranças comunitárias das localidades atendidas. Essa diversidade de perspectivas enriquece as discussões e contribui para a elaboração de estratégias mais eficazes.

Acesso à água potável e o modelo de gestão compartilhada

O PAD foi criado para enfrentar a escassez hídrica no Nordeste e em Minas Gerais, áreas historicamente desafiadas pela falta de água potável. Além da instalação de modernos equipamentos de dessalinização, o programa se diferencia por sua abordagem multifacetada, que inclui:

1. Mobilização social: Engajamento das comunidades para a compreensão e aceitação do programa.
2. Capacitação de operadores: Treinamento de moradores locais para a operação e manutenção dos sistemas.
3. Monitoramento técnico das estruturas: Acompanhamento contínuo da qualidade da água e do funcionamento dos equipamentos.

Um dos pilares do programa é o modelo de gestão compartilhada, que garante a sustentabilidade e a apropriação dos sistemas pelas próprias comunidades. Em cada localidade, são estabelecidos acordos claros que definem as responsabilidades entre a comunidade, os municípios, o estado e a União. Essa cooperação assegura que a operação e a manutenção dos sistemas sejam realizadas de forma eficiente e duradoura.

Welton Rocha, diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Inema, destacou o papel fundamental da participação comunitária. “O PAD envolve acompanhamento técnico permanente, monitoramento da qualidade da água e participação direta das comunidades na gestão dos sistemas”, explicou. Ele ressaltou que essa integração é vital para ampliar a sustentabilidade operacional das estruturas implantadas no semiárido.

A atualização metodológica das equipes estaduais e municipais é outro objetivo central do encontro. Com a renovação de profissionais, operadores comunitários e gestores nos últimos anos, a formação contínua se torna indispensável. Visitas técnicas e reuniões realizadas ao longo de 2025 já haviam apontado a necessidade de intensificar a integração da gestão da água com outras políticas públicas municipais, como as de saúde e educação, visando um impacto ainda mais abrangente nas comunidades.

Impacto direto nas comunidades e desenvolvimento local

O impacto do Programa Água Doce vai além do simples acesso à água potável, gerando transformações sociais e econômicas significativas nas comunidades atendidas. Durante a programação do encontro, representantes comunitários compartilharam suas experiências e os desdobramentos positivos do programa.

Tainá Lima, integrante da comunidade de Mandassaia II, em Riachão do Jacuípe, participou de uma mesa redonda sobre empreendedorismo feminino. Ela apresentou diversas ações desenvolvidas a partir da implantação do sistema de dessalinização em sua comunidade. O acesso à água de qualidade, segundo ela, contribuiu não apenas para o consumo humano, mas também para impulsionar atividades produtivas locais. Entre as iniciativas mencionadas estão a produção de sequilhos, broas e polpas, desenvolvidas por grupos comunitários, além de projetos implementados em parceria com instituições públicas e de pesquisa.

“A chegada do Programa Água Doce trouxe mudanças importantes para a nossa comunidade, principalmente no acesso à água potável”, destacou Tainá Lima. Ela também enfatizou que a participação no encontro é uma oportunidade valiosa para trocar experiências com representantes de outros estados e conhecer diferentes realidades relacionadas à gestão da água no semiárido. Essa troca de conhecimentos e boas práticas fortalece a rede de colaboração e inspira novas iniciativas.

No estado da Bahia, o PAD-Bahia já alcançou um número expressivo de localidades. Foram implantados 291 sistemas de dessalinização em 56 municípios, com potencial de atendimento a cerca de 160 mil pessoas em comunidades rurais do semiárido baiano. Esses números refletem o sucesso e a escala da iniciativa, que continua a transformar a realidade de milhares de famílias, garantindo dignidade e oportunidades por meio do acesso à água de qualidade.

Perguntas Frequentes

O que é o Programa Água Doce (PAD)?
O Programa Água Doce é uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) que busca ampliar o acesso à água de qualidade para consumo humano em comunidades rurais do semiárido brasileiro. Ele utiliza sistemas de dessalinização para tratar águas subterrâneas com elevados índices de salinidade.

Como o PAD garante a sustentabilidade e o envolvimento comunitário?
O PAD adota um modelo de gestão compartilhada, envolvendo mobilização social, capacitação de operadores e monitoramento técnico. Acordos são estabelecidos entre comunidades, municípios, estado e União para definir responsabilidades, garantindo a operação e manutenção contínuas dos sistemas com a participação direta dos moradores.

Qual o impacto do Programa Água Doce nas comunidades atendidas?
Além de fornecer água potável, o PAD impulsiona o desenvolvimento local e o empreendedorismo. Em comunidades como Mandassaia II, o acesso à água de qualidade permitiu o surgimento de atividades produtivas como a fabricação de alimentos, contribuindo para a economia e a melhoria da qualidade de vida dos moradores.


29 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Ascom/Sema|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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