SEC fortalece ações de alfabetização de crianças, jovens e adultos

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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia está desenvolvendo ações estratégicas, em parceria com municípios, voltadas à alfabetização das crianças na idade certa, até os oito anos. Em 2017 e 2018, foram 375 municípios adidos, com uma demanda de 3.358 gestores; 35 formadores estaduais; 13.211 professores alfabetizadores e 893.390 alunos; 249 coordenadores pedagógicos; 122 coordenadores locais; 2.039 escolas na zona urbana e 3.707 na rural. Através do Programa Estadual Pacto pela Educação e por meio do regime de colaboração com os municípios, o Estado vem realizando formação de coordenadores pedagógicos e de coordenadores locais e assessoramento técnico a esses municípios no monitoramento dos Planos Municipais de Educação. Também estão sendo elaborados diagnóstico e Planos de Carreira e Remuneração dos profissionais da Educação das redes municipais. Além das redes de assistência técnica e pedagógica aos municípios, a Secretaria também distribui material didático. Nesse período, de 2015 a 2017, já foram capacitados 70.180 professores das redes estadual e municipal. 

Todos pela Alfabetização promove cidadania e autoestima –


 Aprender a ler e a escrever tem se tornado um sonho possível para mais de 1,5 milhão de baianos que foram beneficiados com o Programa Todos pela Alfabetização (TOPA), executado pela Secretaria da Educação do Estado, realizado em parceria com o Governo Federal e com o apoio dos municípios e das entidades sociais e sindicais. De 2015 a 2018 (8ª a 10ª etapa), o TOPA assegurou a inclusão educacional daqueles que não tiveram acesso à educação na idade certa, incluindo povos indígenas, quilombolas, ciganos, população ribeirinha, pescadores, pessoas em situação de rua, pessoas com  deficiência  e  população  carcerária em 324 municípios baianos, somando, nesse mesmo  período, 111.534 alunos alfabetizados.  Na 10ª etapa, finalizada em abril deste ano, o TOPA atendeu a 105 municípios baianos, com 12.461 matriculados, em  parceria  com 52 prefeituras e 108 entidades não governamentais e organizações diversas, incluindo igrejas, terreiros, associações de moradores, sindicatos, empresas públicas e privadas. O programa apresentou bons indicadores na Bahia, onde a alfabetização da população de 15 anos e mais passou de 81,4% (2006) para 86,5% (2015) e para 87,3% em 2018, o que representa um crescimento de 5,9%, do período de 2006 a 2018. Mas os benefícios do programa vão além dos indicadores, contribuindo para o resgate da cidadania e da autoestima das pessoas, como os 20 pescadores e marisqueiras do bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, que participaram da 10ª etapa do TOPA. Após a jornada de trabalho, que se inicia antes do dia amanhecer, catando mariscos ou pescando debaixo de sol ou chuva, eles substituíam os instrumentos de trabalho – espátulas, baldes, redes e anzóis – por lápis, borrachas, cadernos e livros, nas aulas realizadas à noite.  Nada disso representou um sacrifício para a marisqueira Rosemare Santana Costa, 54, que dedicou a vida aos cinco filhos e só agora teve a oportunidade de entrar em uma sala de aula. “Já aprendi a juntar as letras para ler as placas dos ônibus e isso é muito bom, porque não fico mais me batendo para identificar qual que eu vou pegar. Estou aprendendo a ler e a escrever, porque quero ser alguém na vida e o meu sonho é ter minha loja de roupa”, revelou, entusiasmada.  Cleonice Mota dos Santos, 48, também está feliz com a emancipação na leitura e na escrita. “Aprender nunca é demais. É sempre bom, porque quando a gente aprende a ler e a escrever abre o horizonte e você viaja sem sair do lugar. Eu estou muito feliz de estar me desenvolvendo e, aos poucos, eu chego lá”, acredita a marisqueira. O pescador e marisqueiro Greicinaldo Dantas, 40, que tem 27 anos de profissão, também se mostra vitorioso. “Me sinto realizado quando aprendo a ler e escrever uma palavra nova. Quando eu aprendi a escrever meu nome, fiquei muito feliz”, destacou.

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