Agora iniciam-se as pesquisas para assinalar as impressões iniciais do eleitor

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro Coutto

Patricia Kogut, edição de ontem de O Globo, revelou que a audiência da Bandeirantes no debate entre os candidatos a presidência da República alcançou 6,2% enquanto o Estado de São Paulo, também ontem e com base no Ibope, apontou uma audiência de 8,5% na Região Metropolitana liderada pela capital do estado. Em matéria de audiência da TV tem que se considerar que o índice médio pode acentuar uma questão importante em matéria de conhecimento público em torno de qualquer evento. Porque na TV existe alternância de índice de audiência, o que entretanto pode deixar escapar uma maior ou menor preferência ao longo dos programas de longa duração como foi o caso, por exemplo da noite de quinta-feira.

Vou colocar uma hipótese que acredito estar bem perto da verdade. Alguém está assistindo um programa. Se este vai dormir e alguém chega em casa e liga a TV no mesmo programa o índice de telespectadores fica o mesmo. No entanto duas pessoas terão assistido o programa em partes iguais.

ALGUM EFEITO – O debate durou três horas e muitos não resistiram ao sono. É natural. Mas algum efeito as imagens percebidas terão sido causado na população, na parte dos que acompanharam o desempenho dos candidatos.

Por isso, uma pesquisa interessante será de auferir as tendências de voto, comparando-as em duas fases distintas. Antes do programa da Band, e a outra depois do programa. Aí pode se fazer o confronto entre os dados colhidos. Se não houver alteração alguma, então teremos de esperar os próximos desempenhos, incluindo o dos candidatos nas redes sociais da internet. E poderemos aferir também o grau do reflexo nas redes eletrônicas em comparação com os graus de reflexo nas emissoras de televisão. É uma pesquisa interessante para ser feita, se é que os Institutos ainda não se debruçaram sobre este aspecto.

NOVAS PESQUISAS – Escrevi este artigo na tarde de ontem, portanto, antes das edições de domingo dos jornais. Assim, pode acontecer que pesquisas tenham sido publicadas neste domingo. Mas não se pode prever se foram feitas e, mais ainda, se saíram publicadas hoje. Mas a questão de tempo não invalida a lógica do raciocínio.

Se os números não surgirem hoje, seguramente vão emergir nos próximos dias. Até porque nos próximos dias o PT, superado o registro do ex-presidente Lula terá que apresentar uma candidatura a presidência da República até o dia 15. É uma probabilidade grande de o escolhido ser Fernando Haddad, com Manuela D’Avila de vice. O que não é possível é a perspectiva da legenda concorrer com dois candidatos a vice-presidente. Terá que haver uma definição.

A partir daí, incluindo o nome de Haddad, tendo este recebido o apoio de Lula, será mais visível o quadro que reúne os principais candidatos às eleições de outubro.

CLASSES SOCIAIS – Pesquisas foram feitas para serem interpretadas, uma vez que as tendências de voto baseiam-se na divisão por classe sociais.

Um quadro mais provável será aquele a ser dividido por Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes. Aí sim os números terão grande influência no rumo do eleitorado. 

Os demais candidatos não têm a menor possibilidade, como é o caso de Henrique Meirelles.

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