Mudança de rumo no PT – ordem de Lula é levar Haddad e Manuela às ruas

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Manuela e Haddad ficam esperando as ordens de Lula

Daniela Lima
Folha/Painel

Ao sair da Polícia Federal nesta sexta-feira (10) anunciando que, a partir de agora, o PT vai usar todos os instrumentos para colocar Fernando Haddad em debates e sabatinas no lugar de Lula, Gleisi Hoffmann verbalizou determinação passada pelo próprio ex-presidente ao longo de quase quatro horas de conversa. O petista atuou para conter ala que, para preservá-lo, queria esconder Haddad. Pragmático, disse que é hora de levar o bloco da campanha às ruas, com o ex-prefeito de São Paulo e a vice reserva Manuela d’Ávila.

A manutenção da unidade dentro do PT se tornou um desafio constante desde a prisão de Lula, em abril. O ex-presidente tem atuado de dentro da carceragem para dirimir as principais divergências da sigla. A posição de Haddad como vice provisório na chapa do petista é uma dessas questões.

NÃO SE IRRITE – Na esperança de que o STF ainda dê uma decisão favorável a Lula e o tire da prisão, o PT desistiu de fazer ato em frente à corte na quarta-feira (dia 15), quando levará a militância a marchar para registrar a candidatura do petista no Tribunal Superior Eleitoral.

Pelo cronograma inicial, os militantes caminhariam pela Esplanada dos Ministérios e parariam no Supremo para um ato. Agora, a marcha seguirá direto para o prédio do TSE. Os petistas não querem provocar o STF.

ALCKMIN – Atacado no primeiro debate da disputa presidencial, Geraldo Alckmin (PSDB) não saiu descontente. Apontado por rivais como nome da velha política e criticado pela aliança que firmou com o centrão, cravou ao sair do estúdio: “Achei ótimo”.

O ex-governador de São Paulo disse a interlocutores que a posição dos adversários revelou o incômodo deles com a coligação que conseguiu montar. O acerto partidário garantiu a Alckmin cerca de metade de toda a propaganda eleitoral. “Mudou o patamar da campanha.”

ALVARO DIAS – Aliados do tucano criticaram o desempenho de Alvaro Dias (Podemos-PR), que abocanha eleitor que já foi simpático ao PSDB na região Sul. “Não queriam o novo? O novo é isso aí.”

Dirigentes do centrão se irritaram com Dias. Ele atacou a presença de partidos investigados na Lava Jato no palanque de Alckmin. Caciques do PR que assistiram ao debate disseram que ele só esqueceu de contar que esteve mais de dez vezes com integrantes da sigla tentando levá-la para a própria campanha.

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