Fanfarras escolares da rede estadual abrilhantam o desfile do 7 de Setembro

111

A estudante Amara de Lima, 14, 7ª série, integrante da Banda Unida, chamava a atenção pela sua desenvoltura na fanfarra formada por cerca de 85 estudantes dos colégios estaduais Helena Mateus e Visconde de Mauá, localizados no bairro de São Cristóvão. A aluna era um dos 750 estudantes que participaram do desfile cívico do 7 de Setembro, nesta quinta-feira (7), na capital e cidades do interior baiano. Enfeitadas com cores da bandeira do Brasil, as ruas do centro de Salvador foram percorridas pelas fanfarras das escolas da capital, que desempenham um importante papel pedagógico e se consolidam como um ambiente de aprendizagem e de incentivo ao protagonismo estudantil.

Amara se sentia envaidecida com a oportunidade de mostrar a sua habilidade na percussão para um público que se mostrou encantado. A estudante conta que a sua estreia no 7 de Setembro foi emocionante: “É a primeira vez que estou desfilando e fiquei muito nervosa antes de começar o desfile. Mas, depois, me senti confiante porque treinamos muito. Foi uma experiência maravilhosa, porque a gente se sente observada e, por isso, buscamos dar o melhor da gente”. A mesma emoção da estreia foi vivida pela estudante Fernanda Paixão, 15, 8ª série do Colégio Estadual Visconde de Mauá. “Toco surdo e estou na Banda Unida há poucos meses, por isso me senti insegura, mas deu tudo certo. É indescritível o sentimento que toma conta da gente quando pisamos os pés da avenida”.

O estudante Éric Brito, 17, 2º ano do curso técnico de Administração do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Gestão e Negócio Navarro de Brito, no bairro da Lapinha, em Salvador, também externou a sua emoção: “Este é o segundo ano que desfilo no 7 de Setembro, mas foi como se tivesse sido a primeira vez. Dá um frio na barriga ver as pessoas todas atentas para os nossos passos. Mas quando o desfile começa, a gente se empolga e esquece o nervosismo. Participar de um espetáculo cívico tão importante como este me encheu de alegria e emoção porque me senti mais cidadão”, revelou ele, um dos 60 integrantes da Banda Marcial do Colégio Estadual Navarro de Brito, onde toca surdo. A vice-diretora Márcia Grassi testemunhou o entusiasmo dos alunos: “Eles ficam muito animados com o desfile, porque sabem que estão sendo protagonistas de um momento histórico”.

Acompanhando os estudantes da Banda Unida, que tem a sigla de BANUNI desde às 7 horas da manhã, quando começou a concentração para o desfile, a diretora do Colégio Estadual Helena Mateus, Liliane Fonseca, comentou sobre o entusiasmo dos alunos: “Eles ficam em êxtase até o início da apresentação. É um momento importante de civismo em os alunos se percebem inseridos em um contexto histórico-social. Eles se prepararam o ano todo para esta data que eles aprenderam a respeitar. Então, no dia do desfile, eles mostram o seu talento com muita responsabilidade e comprometimento, encantando a todos”

O regente Alexander Silva, da Banda Unida, destacou o desempenho dos estudantes e da importância que a fanfarra vem tendo no dia a dia dos seus integrantes. “Este foi o terceiro desfile à frente da Banda Unida e percebo o crescimento dos alunos, tanto no potencial instrumental, demonstrado no desfile, como na sua vida escolar, com a melhora na disciplina, nas notas, no comportamento”.

A vice-diretora Geisa Souza do Colégio Estadual Visconde de Mauá fala do “amor e dedicação” dos estudantes no desfile. “A nossa fanfarra tem a tradição de ser muito talentosa na execução instrumental e isso chama a atenção por onde passa. O público assistiu à apresentação deles com muita admiração. Desde que revitalizei a BANUNI, em 2015, me sinto cada vez mais orgulhosa, porque o grupo, que começou com 30 alunos, hoje tem quase 100 integrantes que atuam na banda com muito empenho.”.

Comments

comments