Debate foi frio, mas o reflexo no voto não pode ter sido igual a zero

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Boulos, do PSOL, provocou Jair Bolsonaro, do PSL

Pedro do Coutto

O debate levado ao ar pela Rede Bandeirantes de televisão na noite de quinta-feira, foi frio e certamente não apresentará reflexo maior junto ao eleitorado. Entretanto algum efeito produziu, partindo-se do princípio de que o reflexo não pode ser igual a zero. Vamos ver se o Ibope e o Datafolha divulgam pesquisas neste fim de semana. Aí, sim, poderemos ter o resultado concreto do confronto. Mas vale acentuar que foi o primeiro de uma série de enfrentamentos que serão transmitidos pela televisão. Além disso, valeu a manchete principal de O Globo, edição de ontem, além de ter recebido destaques na Folha de São Paulo, no Estado de São Paulo e no Valor.

O debate apresentou poucos resultados concretos embora tenha sido muito bem conduzido pelo jornalista Ricardo Boechat. O sistema colocado em prática foi muito bom, partindo de perguntas e respostas formuladas entre os candidatos e pelos jornalistas convidados a participar.

CIRO GOMES – Em matéria de desenvoltura, a meu ver, as intervenções de Ciro Gomes foram as mais observadas, apesar da promessa de cobrir as dívidas dos 63 milhões de brasileiros inadimplentes nos mercados comercial e bancário, um compromisso impossível de cumprir.

Não se pode criticar o desempenho de Marina Silva, de Geraldo Alckmin e de Henrique Meirelles. Marina Silva e Alckmin estavam embalados pelo resultado de pesquisas que apresentam percentual em seu favor. Mesmo caso de Bolsonaro, que se encontra em primeiro lugarno cenário sem candidato do PT, mas Henrique Meirelles está muito abaixo da escala do voto.

Aliás, por falar em pesquisa, acredito que nenhuma delas poderá fornecer resultado capaz de espelhar a sociedade brasileira, sem que nela esteja presente o candidato efetivo do PT.

É INELEGÍVEL – Lula já se convenceu de sua inelegibilidade, tanto assim que em declarações ao O Globo de ontem afirmou em carta colocada à divulgação que o direito do povo foi violado no campo do debate promovido pela Rede Bandeirante. A afirmação não é verdadeira, o direito do povo não foi violado e sim deixado em aberto pela vacilação do próprio PT. O Partido dos Trabalhadores, ao formalizar a indicação de Lula para as urnas de outubro, deixou um espaço aberto que criou uma indefinição quanto à manifestação popular.

Tanto assim que num lance inédito no campo político, a legenda apresentou dois candidatos a vice e nenhum nome capaz de substituir o de Lula na maratona eleitoral deste ano. Afirma-se que o substituto seja o ex-prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad. Mas sem um pronunciamento efetivo do ex-presidente, deixa dúvidas quanto à escolha final de sua legenda.

CUMPRINDO PENA – Lula, inclusive, não poderia se pronunciar oficialmente, pois se encontra condenado pela Justiça e cumprindo pena na prisão. Entretanto. o PT terá que se definir até o próximo dia 15. Nesse ponto então deve homologar Fernando Haddad com Manoela D’Avila de vice.

Somente a partir daí o Ibope e o Datafolha terão condições de realizar uma pesquisa completa.

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