Iguais só nas cores: tudo sobre França e Croácia

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A decisão da Copa do Mundo do Mundo de 2018 se resume em três cores. O azul, o vermelho e o branco estão presentes nas bandeiras e uniformes do país sede, a Rússia, e também das finalistas Croácia e França, que disputam a taça domingo (15), às 12h, em Moscou. 

As coincidências entre as duas seleções, no entanto, param por aí. Os franceses, campeões mundiais em 1998, estão na final pela terceira vez e têm o elenco mais caro do Mundial. Segundo o site transfermarkt, o valor somado de todos os 23 convocados por Didier Deschamps corresponde a 1,08 bilhão de euros. Avaliado em 120 milhões de euros, Mbappé é o jogador mais valorizado.

Os croatas alcançaram a sua primeira decisão e, consequentemente, a melhor campanha do país. Em 1998, haviam conquistado o terceiro lugar ao vencer a Holanda por 2×1. Na época, a mesma França foi a algoz na semifinal: 2×1. Foi o único confronto entre eles em Copas. A Croácia jamais venceu a França na história. Em cinco jogos, foram três triunfos dos franceses e dois empates.

O elenco croata é avaliado em 364 milhões de euros, praticamente um terço do valor total dos jogadores franceses. O atleta mais caro é o meia Rakitic, do Barcelona, orçado em  50 milhões de euros. No entanto, o craque do time é  Modric, 32 anos, camisa 10 da seleção e do Real Madrid, avaliado em 25 milhões de euros. A Croácia é também a seleção pior colocada no ranking da Fifa, atualmente na 20ª posição, a chegar numa final de Copa do Mundo.  

Apesar do favoritismo teórico diante de todas as diferenças apontadas, o meia francês Pogba garante que a equipe aprendeu com a derrota para Portugal, há dois anos, na final da Eurocopa, dentro de casa. “Na Euro, nós pensávamos que já estava feito depois da vitória contra a Alemanha (na semifinal). Pensamos que Portugal estava derrotado antes. Dessa vez, estamos todos concentrados em não cometer o mesmo erro. Estamos felizes por nossa campanha, mas ainda não ganhamos a Copa do Mundo”, alerta Pogba.

No caso da Croácia, a possibilidade de uma conquista histórica não tira o foco daquele que poderá levantar a taça ao final da partida. “Chegamos muito humildes. Falamos que o primeiro passo era passar da fase de grupos e o fizemos. Mas dentro (do grupo) tivemos uma confiança incrível que esse time poderia alcançar algo histórico. E estamos aqui e falta um passinho mais”, ponderou Modric, capitão da equipe. 

Final global 
Apesar dos 22 jogadores que iniciam a partida representarem apenas duas nações, ao menos outros seis países serão lembrados por no mínimo 15 clubes que, indiretamente, participarão da decisão.

O Atlético de Madrid é a única equipe que terá três atletas na final. Do lado francês, o lateral Hernández e o atacante Griezmann e na Croácia, o lateral direito Vrsaljko. A liga espanhola, inclusive, é que terá mais representantes: sete no total. Além dos já citados, também estarão em campo como adversários o zagueiro Umtiti e o meia Rakitic, do Barcelona, assim como Modric e Varane, do Real Madrid.

As ligas inglesa e italiana terão cinco jogadores, cada, a alemã e a francesa contam com dois, cada. Há ainda o zagueiro croata Vida, que atua no Besiktas, da Turquia.

Outra protagonista na grande final será a Argentina. Nossos hermanos poderão ver seus conterrâneos Nestor Pitana, como árbitro central, além de Hernan Maidana e Juan Belatti, auxiliares da final.

Pitana tem 43 anos e apitou a abertura da Copa, que teve goleada de 5×0 para a Rússia contra a Arábia Saudita, além de um jogo de cada finalista: Croácia 1×1 Dinamarca, nas oitavas de final, e Uruguai 0x2 França, nas quartas.

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