Giroud e a seca que é um bom sinal para a França

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Superstição ou rendimento? Qual você escolhe para uma decisão de Copa do Mundo? Criticado pela falta de gols, o centroavante francês Olivier Giroud pode se defender citando o jogador que vestia a mesma camisa 9 no único título francês em Mundiais, em 1998.

Assim com o atacante do Chelsea, Guivarc’h chegou à decisão em Saint-Dennis bombardeado pelas críticas em relação ao seu rendimento. Até a partida contra o Brasil, naquele ano, não havia marcado gols em cinco partidas disputadas (ficou de fora de uma, machucado). Na final, repetiu o desempenho. A França levantou a taça vencendo a Seleção Brasileira por 3×0 e Guivarc’h passou em branco. Os gols foram de Zidane, duas vezes e Petit.

Até aqui, na Rússia, Giroud começou todos os jogos como titular. No domingo, às 12h, contra a Croácia, na decisão da Copa, também deve estar entre os 11 inicias do técnico Didier Deschamps, capitão do título de 98. 

Dedicação
Foram 497 minutos jogados e 14 chutes na direção do gol. Apenas um deles chegou lá e foi defendido. Nove foram para fora e quatro acabaram travados pelos defensores das seleções rivais. Se não fez, pelo menos Giroud ajudou, dando uma assistência no Mundial.

O jogador de 1,92m e 31 anos tem se dedicado. Correu mais de 8km, em média, por partida. Mas a bola teima em não entrar. Um fato que não é corriqueiro para o francês na atual temporada. Na liga inglesa, Giroud atuou por Arsenal e Chelsea e, em 29 jogos, marcou apenas sete gols, quatro pelos Gunners e três pelos Blues, para onde se transferiu no início deste ano. Uma marca bem longe dos 24 gols marcados em 53 jogos na temporada 2015/16.

Se sair da Copa com o título, assim como Guivarc’h, vale até cair no ostracismo do ex-camisa 9, principalmente se comparado a Deschamps ou Zidane. Atualmente, Guivarc’h trabalha numa loja de piscinas, numa cidade do interior da França.
 

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