Falsos sindicalistas aplicam golpes em engenheiros e professores em Salvador

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O Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-Ba) lançou um comunicado no site da instituição, na quarta-feira (11), para alertar os associados sobre um golpe que está sendo praticado por bandidos em Salvador. Os criminosos estão se passando por sindicalistas e já conseguiram enganar, pelo menos, cinco profissionais.

Há pouco mais de duas semanas, estelionatários estão ligando para professores universitários e engenheiros usando o nome dos sindicatos para solicitar depósitos referente à uma suposta causa judicial. As vítimas mais recentes do golpe foram do Senge- BA.

Na manhã desta quarta-feira (11), três engenheiros receberam a ligação de uma mulher informando que houve um ganho de causa referente ao Plano Collor e solicitou um deposito no valor de R$ 2 mil na conta de um advogado, que seria da Senge, como condição para receber o montante.

Segundo o presidente do Senge, Ubiratan Félix, todo os três engenheiros que receberam a ligação chegaram a efetuar os depósitos. “A informação que temos é que um deles já conseguiu resolver o problema”, disse o Félix, que informou em seguida que os criminosos também alteram o telefone do sindicato na página no Google.

Um outro sindicalizado percebeu o golpe. “Um engenheiro que recebeu a ligação não tinha nenhuma ação relativa ao Plano Collor e nos acionou. Então, adotamos as providências necessárias, como a mudança dos telefones e pusemos um comunicado no site, avisamos à imprensa e fomos à polícia”, disse o presidente do Senge, Ubiratan Félix.

Em seu site, o Senge faz um alerta. “Recomendamos que, caso receba esse tipo de ligação, não informe qualquer dado pessoal e entre em contato com o Senge”, diz o aviso.  O sindicato registrou uma  queixa na 9ª Delegacia (Boca do Rio).  
 

Professores
Outras duas vítimas foram da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub). Segundo a assessoria de comunicação da Apub, há duas semanas, dois professores receberam ligações nos moldes semelhantes às dos enegenheiros: uma mulher disse que os professores teriam que depositar mil reais em uma conta, referente à uma causa ganha.

A diferença deste caso para o outro é que os golpistas disseram que a conta para depósito era do advogado da Apub, que passou também a ser vítima, no momento em que teve o seu nome vinculado ao golpe. 

Ainda de acordo com a assessoria, dos dois professores que receberam a ligação, apenas um fez o depósito. Assim como o Senge, a Apub pede que qualquer ligação referente à transação bancária, que os professores procurem primeiro a associação.

A Polícia Civil informou que casos de estelionato são investigados pelas delegacias dos bairros que atendem às áreas onde houve a ocorrência. O CORREIO ainda não conseguiu contato com o titular da 9ª Delegacia (Boca do Rio), responsável pela investigação do caso dos engenheiros.

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