Anistia Internacional vai reivindicar acompanhamento externo do caso Marielle

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Os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completam quatro meses no próximo sábado (14). Sem solução para o crime, a Anistia Internacional quer que as investigações tenham acompanhamento externo. A entidade tem um encontro nesta quinta (12) com os pais de Marielle, para reivindicar o acompanhamento.

A falta de solução para o crime “demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do Sistema de Justiça Criminal brasileiro em resolver o caso”, diz a instituição.

“Como se sabe, o caso Marielle tem forte indício de envolvimento de agente público. É necessário um mecanismo de acompanhamento externo para que tudo fique claro. A Câmara dos Deputados criou uma comissão para fazer o monitoramento, mas ela não segue todos os itens de independência, porque está inserida num aparato estatal. Além disso, é necessário ter membros com especialização na área, como peritos”, afirma a coordenadora de Pesquisa da Anistia Internacional Brasil, Renata Neder, em entrevista ao Globo.

A entidade diz ainda que é preciso saber o que motivou o crime e elucidar questões que não foram explicadas sobre a situação, como as armas e a munição usadas no crime. “como ficou a história de a munição usada pelos criminosos pertencer a um lote restrito? Não falaram mais nada sobre isso. E a arma usada, uma submetralhadora também de uso restrito? E as câmeras do local do crime? Foram desligadas na véspera? Todas essas informações, que surgiram logo após as mortes, não foram completamente esclarecidas”, completou Renata.

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