Produtores de Hollywood vão para a Tailândia e planejam filme de resgate

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Dois produtores de Hollywood foram à Tailândia acompanhar o resgate dos meninos que ficaram presos em uma caverna no Norte do país junto com o treinador do time de futebol do qual fazem parte. Os americanos Michael Scott e Adam Smith planejam um filme sobre a equipe dos Wild Boars(Javalis Selvagens). Os dois produtores rebateram as críticas de que estavam sendo insensíveis  em pensar em um filme sobre o drama dos meninos e do treinador antes mesmo de todos terem sido resgatados. “Haverá outras empresas de produção chegando, por isso temos que agir muito rapidamente”, disse Smith ao site australiano News, quando foi perguntado sobre o assunto.

Os produtores realizaram entrevistas preliminares nos arredores da caverna de Tham Luang e buscaram registrar os direitos exclusivos das suas histórias enuqanto a equipe ainda prosseguia com o resgate. Scott, sócio- direitor da produtora cristã Pure Flix, afirmou que a empresa também já pensa em levar um roteirista ao local. “Eu vejo isso como um grande filme de Hollywood com os maiores astros do Cinema”, disse Scott à AAP.

A empresa Pure Flix é conhecida por produzir filmes cristãos. Um dos títulos mais famosos é o Deus Não Está Morto (2014), estrelado por Dean Cain e Kevin Sorbo. A história do time de futebol, que passou nove dias na caverna até serem localizados por mergulhadores na segunda-feira da última semana, emocionou todo o mundo. Abatidos, os jovens estavam em uma rocha a mais de quatro quilômetros da entrada da caverna.

Após a localização, as equipes de resgate examinaram todas as soluções possíveis, desde a perfuração de túneis nas montanhas até a possibilidade, descartada, de aguardar por várias semanas pelo fim da temporada de monção. Com a ameaça de mais chuva e o nível reduzido de oxigênio na galeria em que o grupo encontrou refúgio, as autoridades decidiram no domingo iniciar o resgate, que finalmente terminou na manhã desta terça-feira (10). Todos saíram sem lesões graves da caverna Tham Luang e ficarão hospitalizados uma semana por haver risco de infecções, estresse pós-traumático e uma série de outras doenças.

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