Val Bandeira: familiares de traficante vão à Justiça relatar ameaças

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Val Bandeira ficou preso por 15 anos no Complexo da Mata Escura (Foto: Arquivo CORREIO)

Após relatar o arrombamento e invasão à casa de Josevaldo Bandeira, o Val Bandeira, um dos líderes da facção Comando da Paz (CP), além das ameaças à mulher e aos quatro filhos dele, parentes do traficante vão ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia nesta quinta-feira (5). Eles terão um encontro com a juíza Maria Angélica Carneiro, da 2ª Vara de Execuções Penais – quem presidiu a sessão de Livramento Condicional na 2ª Vara de Execuções Penais, em Sussuarana. Val estava havia 15 anos preso no Complexo Penintenciário da Mata Escura.

Familiares de Val estiveram na tarde desta terça-feira (3) no Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com a assessoria do MPE, eles foram recebidos no Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep).  

Ainda de acordo com a assessoria do MPE, como uma das denúncias foi o arrombamento seguido da invasão, o MPE sugeriu que a família prestasse queixa numa delegacia. A partir do registro da ocorrência, uma perícia deverá ser realizada no imóvel. Após laudo, os familiares deverão ser ouvidos por um promotor do Gacep. 

Segurança
De acordo com as fontes, a família vai relatar à juíza o arrombamento e as ameaças. “Eles arrombaram a casa de Val Bandeira e de outros moradores. Eles estão à caça de Val. Eles estão morando lá”, disse a fonte. 

Ao CORREIO, a Polícia Militar informou por meio de nota que a Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), unidade do Batalhão de Choque, continua na região do Complexo Nordeste de Amaralina.

Com base nos relatos e no pedido da defesa, a Justiça poderá acatar algumas medidas de segurança para Val Bandeira e família, como a mudança de endereço e a suspensão da obrigatoriedade do comparecimento do traficante a cada três meses na 2ª Vara de Execuções Penais para fins de comprovar que está trabalhando, uma das condições para a liberdade condicional.

As fontes disseram que Val Bandeira trabalha vendendo roupas e bijuterias. “Ele é um comerciante autônomo. Ele atua como sacoleiro e tem algumas pessoas que são contratadas para vender para ele”, revelou uma das fontes. 

Metralhadoras
Durante uma das duas invasões à residência de Val Bandeira, os filhos dele tiveram metralhadoras apontadas para suas cabeças. No último dia 28, no bairro de Santa Cruz, homens encapuzados e usando uniformes nas cores preto e cinza arrombaram a porta da casa de Val, procurando-o. Condenado por tráfico, ele foi beneficiado com liberdade condicional no último dia 26. 

Segundo fontes ligadas à família do traficante, os invasores seriam policiais militares do Batalhão de Choque que, recentemente, ocuparam o complexo do Nordeste, região formada por quatro bairros (Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e Chapada do Rio Vermelho).

No imóvel estavam a mulher de Val Bandeira, que é pastora, os quatro filhos dele – uma jovem de 18, uma adolescente de 16, uma menina de 9 e um menino de 1 ano e 10 meses –, além de duas adolescentes, uma de 17 e outra de 15, vizinhas da pastora. 

Corregedoria
O CORREIO procurou a Polícia Militar para saber se foram registradas denúncias na Corregedoria da atuação de policiais no Complexo do Nordeste de desde o retorno de Val Bandeira – até o momento a corporação não enviou resposta.

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