Rio: Messina pede demissão após nova briga com secretário de Educação

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O secretário da Casa Civil da prefeitura do Rio, Paulo Messina, pediu demissão do cargo hoje (4), após novos desentendimentos com o secretário municipal de Educação, Cesar Benjamin. O estopim que levou à decisão de Messina teria sido a instalação na Câmara Municipal do Rio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar 19 contratos emergenciais firmados pela Secretaria Municipal de Educação.

Em nota, Messina informou que “em virtude dos ataques incessantes que vem sofrendo do secretário de Educação, a despeito do acordo assinado por ambos a pedido do prefeito Marcelo Crivella, no dia 23 de maio, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, pediu pessoalmente ao mandatário do executivo a sua exoneração do cargo, para reassumir sua vaga como vereador na Câmara Municipal do Rio”. Na reunião com Crivella, o prefeito pediu a Messina que reconsidere a decisão.

Messina está há cinco meses a frente do cargo e já havia feito ajustes de custos, cancelando contratos emergenciais e aprovando projetos para arrecadação, como o Mais Valia, reforma da Previdência e a recuperação de devedores da prefeitura do Rio.

CPI

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar 19 contratos emergenciais firmados pela Secretaria Municipal de Educação.  Os membros da comissão querem saber quais são os contratos e os fundamentos da urgência que dispensaram o processo de licitação. 

Outro ponto que está sendo questionado é o levantamento feito pela imprensa de que 46 contratos tiveram o processo licitatório dispensado entre os anos de 2017 e 2018.

Na primeira reunião de trabalho, por sugestão do relator Junior da Lucinha (MDB), os parlamentares decidiram oficiar o secretário de Educação para apresentar uma planilha com todos os contratos firmados pela pasta na atual gestão, com cópia integral dos processos e indicação de quais tiveram a licitação dispensada e o porquê. 

Leonel Brizola (PSOL) sugeriu ainda a apresentação dos contratos referentes à compra de merenda escolar com produtos agroecológicos que, segundo ele, foram firmados com uma cooperativa de alimentos, violando lei recentemente aprovada pela Câmara de Vereadores.

No dia 8 de agosto, a CPI vai realizar uma audiência com técnicos do Tribunal de Contas do Município (TCM) para que estes possam dar parecer sobre os contratos da pasta. A partir daí, os vereadores farão convocações para ouvir os envolvidos.

Cesar Benjamin

Em sua página na rede social Facebook, o secretário de Educação, Cesar Benjamin, informou que soube de uma nova crise quando retornava de uma cerimônia fora da secretaria e “que não deixará o cargo”.

“Na volta à secretaria, recebo notícias de uma nova crise, em curso, que eu não provoquei e não esperava. Estou completamente focado no meu trabalho. Estão saindo matérias cheias de invencionices. Nessas horas, as chamadas ‘fontes da prefeitura’, sempre anônimas, trabalham a todo vapor. Este não é meu estilo. Nada tenho a dizer, por enquanto”.

 

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