Educação e diálogo transformam vidas

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Equilibrar os pilares econômico, ambiental e social do planeta é o principal objetivo do conceito de desenvolvimento sustentável, que passou a ganhar força em 1987, quando a ONU divulgou o relatório “Nosso Futuro Comum”, elaborado pela mestre em saúde pública e ex-primeira-ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland.

Em relação aos setores produtivos da economia, muito da sustentabilidade diz respeito a ouvir os anseios de todas as partes interessadas (stakeholders), principalmente as comunidades que vivem no entorno dos empreendimentos. Nesse processo, a educação exerce papel central.

O Sindicato das Indústrias do Papel, Celulose, Papelão, Pasta de Madeira de Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia (Sindpacel) está entre as organizações que atuam na defesa da sustentabilidade, do desenvolvimento social e econômico, e das melhores práticas corporativas e ambientais.

Fundado há mais de seis décadas, o Sindipacel representa um setor que gera mais de três mil trabalhos diretos e 12.500 indiretos na Bahia, polo que abrange mais de 5% da produção de celulose do Brasil. A entidade também tem como desafio integrar as indústrias de papel e celulose em suas relações com os trabalhadores, governos, órgãos públicos e entidades da sociedade civil organizada.

Equilíbrio

A presidente do Sindipacel, Sabrina de Branco, destaca que o setor tem uma atuação muito forte em responsabilidade social e ambiental. “São investimentos de mais de R$ 300 milhões que chegam a beneficiar cerca de dois milhões de pessoas em todo o País.

Acreditamos que nossos negócios só serão sustentáveis se realmente colocarmos as questões econômicas caminhando em paralelo às ações sociais e ambientais. Só assim poderemos garantir o equilíbrio das nossas atividades e o estabelecimento de importantes parcerias”, defende.

Um exemplo nessa área é a Bahia Specialty Cellulose (BSC), uma das oito companhias associadas ao Sindipacel. Os plantios de eucalipto da empresa estão distribuídos por 21 municípios do Norte e Agreste baiano, além de outras nove localidades por meio de parcerias com produtores rurais locais.

O empreendedorismo da região é incentivado via projetos nas áreas de apicultura, agricultura familiar, costura industrial, artesanato com piaçava e cipó, qualificação profissional, dentre outros, o que beneficia diretamente mais de 1.000 famílias. Em 2017, elas tiveram renda superior a R$ 1 milhão.

Educação

No campo educacional há projetos como o de educação continuada para professores e gestores municipais, que conta com a parceria do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), cuja atuação abrange mais de 400 escolas de 11 municípios.

Também há iniciativas de elevação de escolaridade para colaboradores de empresas parceiras, iniciação musical para crianças e adolescentes da rede pública de ensino, incentivo ao esporte e educação ambiental, com destaque para a Casa da Árvore, um núcleo que recebe estudantes para participar de atividades sobre o tema. Em 2017, esses projetos contaram com cerca de 31.000 participantes.

Diálogo

A companhia possui relacionamento com cerca de 300 comunidades dessas regiões, muitas delas rurais e algumas tradicionais (quilombolas). Em 2012, a BSC realizou um diagnóstico socioeconômico para entender a realidade em que vivem essas pessoas e, com base nisso, foi criada a Política de Responsabilidade Social da empresa.

Três eixos principais norteiam a atuação da política social da BSC: Educação, Empreendedorismo e Diálogo. Os projetos desenvolvidos ligados a essas áreas beneficiaram mais de 38 mil pessoas somente em 2017. “Temos um foco muito grande no diálogo e engajamento, pois acreditamos que eles são fundamentais para entendermos a realidade de cada comunidade”, destaca Sabrina de Branco, que também é gerente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BSC.

Engajamento

Desde que iniciou os projetos de diálogo em 2013, cerca de 35 mil pessoas já participaram de ações voltadas à aproximação entre empresa e partes interessadas. Foram realizados mais de 200 encontros com comunidades diversas, com a participação de mais de 11 mil pessoas. Ao todo, mais de 18 mil frequentaram as sessões de cinema em mais de 160 comunidades. Por sua vez, o projeto Mais Cidadania contou com 6.000 participantes em 30 municípios. Em 2017, essas ações tiveram o envolvimento de 31.000 participantes.

Além disso, a fim de aumentar a transparência e estreitar relacionamentos, a empresa abre suas portas para visitantes interessados em conhecer mais sobre suas atividades, participa de feiras e eventos, e publica anualmente seu relatório de sustentabilidade com todas as informações sobre suas atividades e impactos gerados.

A BSC também conta com uma Ouvidoria 24h, que recebe, registra e dá encaminhamentos a demandas e queixas, e disponibiliza um informativo impresso voltado especialmente para as comunidades, além de inserções de informações nas rádios e outros veículos locais sobre ações desenvolvidas pela companhia.

A ênfase em projetos de educação e o compromisso de ouvir as comunidades baianas para melhor executá-los contribuem para que a BSC trilhe o caminho do desenvolvimento 

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